Mostrando postagens com marcador pensamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pensamento. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de julho de 2011

Antes de perder a briga

Não gosto de sono que bate na gente,
desses que bate muito,
bem assim, mais na força que no peso.

Sabe quando o sono não relaxa a gente?! Lá vem hoje!

"tem sempre um samba triste meu bem"

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Cine avenida

Ah essa suavidade,
eu penso no próximo ano, no carnaval
por aqui o Gil tem cantado todo dia


"passei a tarde ensaiando, ensaiando
essa vontade de ser ator acaba me matando"

domingo, 17 de janeiro de 2010

Pensando...

Nunca acampei, mas pesquei uma vez.
Digo, sentei lá esperando o peixe.
Acho que naquele dia só eu estava disposto.Os peixes não estavam muito não.
Não que eu possa culpá-los.Não imagino muita diversão em ficar pendurado pela boca.
É como arriscar tudo para comer alguma coisa que está lá dando sopa.
Não é como se a gente nunca tivesse tido a experiência, mas também nao é como se a gente entendesse a perspectiva do peixe.
Enfim, eu estava pra pesca; o rio até estava pra peixe; mas os peixes não estavam pra anzóis naquele dia.
O meu pai pegou um; devia ser mais ou menos do tamanho do meu polegar.
Não lembro se ele mordeu a isca ou enroscou nela. Deu dó.
Jogamos de volta na água, ninguém foi pra lá esperando comer peixe mesmo.
Diversão pra mim foi quando meu primo enfiou a mão numa casa de marimbondo por descuido.
Não é que eu seja de má natureza, mas ele gritou feito menininha. Quis até pular na água - coisa de cinema - mas o rio não estava para amigos.
Deve ter doído.

Meu teclado não tem acento. Pensei nisso agora porque doído sem acento vira doido, que é completamente diferente.
Só tem letra acentuada, mas não todas.
Os franceses nunca foram dos mais espertos mesmo e estavam sempre se ferrando na mão dos ingleses, que por sinal têm um teclado muito mais eficiente, dá pra combinar acento e letra formando qualquer vogal acentuada. Aqui eu tenho que mudar o layout do teclado, ignorar as teclas que vejo e digitar de memória.
Em português o acento é prosódico enquanto no francês é somente fonético. Quer dizer que pra nós o acento indica a tônica, pra eles muda o som da letra, mas a tônica vai ser sempre a última sílaba.
Acaba sendo uma língua chata de ouvir, bem linear, sem criatividade.
Deve ser daí a razão de um teclado idiota no qual o SHIFT dá acesso aos números, ponto final e interrogação. Ineficiente.

A propósito nunca curti água tônica; é amarga.Se fosse boa peixe nadaria nela.
E como é ruim, talvez até pulassem no meu anzol.
Também nunca gostei de pescaria, mas tive um pega-peixe.

Sou do tipo urbano, se estou com fome vou no mercado.
Puta que pariu, a neve está ferrando com a comida. O mercado está vazio.
Café da manhã, almoço e janta do final de semana tem sido suco de laranja e pain au chocolat.

Doido mesmo é esse negócio de acampar pra ficar perto da natureza e levar um pacote de batatinhas Ruffles (a batata da onda). Não existe Ruffles por aqui; as marcas são diferentes.

Bom com batata é a tartiflette, uma receita francesa que lembra a batata recheada.
Isso não tem nada a ver com teclado e acampamento.
Também não vai peixe na receita ou água tônica. Mas eu tentei comprar batata no mercado.

"eu queria estar na festa pá com a sua gente e colher pessoalmente uma flor do seu jardim"

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Trilhares

As estrelas que de noite eu via
Todas elas lá no céu estão
Mesmo sem vê-las durante o dia
Piscam no céu com o sol gordão
São trilhares de estrelas e eu nem sabia
Que estão lá no céu até mesmo de dia
Como pode o céu ter tanta estrela?
Como pode? Parece um mar de areia... 



A areia que na praia eu via
Tantos grãos estão lá no chão
Punhadinho de areia que eu pego na mão
Tantos grãos que não cabem na numeração
São trilhares de grãos e eu nem sabia
Que esse número aumenta de noite e de dia
Como pode uma praia ter tanta areia?
Como pode? Parece um céu de estrelas...
(Trilhares - Palavra Cantada)

"Um FELIZ ano NOVO"

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Aqui também tem Natal

Olha se não é o natal que vem chegando na janela.
Dessa vez de tão gentil veio fantasiado de filme americano, branquinho de neve.
Num frio de menos qualquer coisa vou esperando o natal deste ano. A ceia vai ser na noite do dia 25, só pra ficar um pouquinho mais diferente do que me lembro.
Neste ano não tem peru, mas turkey... há quem diga que é a mesma coisa, mas eu duvido!
Também não tem aqueles enfeites, eles acabariam ficando nas paredes até junho ou julho mesmo.
Ainda não comprei nenhum presente, mas amanhã ...
Vai ter frutas e leite condensado, vai ter violão, vai ter xbox, vai ter outro violão, vai ter uma guitarra elétrica, deve ficar desligada, mas vai ter, vai ter vinho, Champagne, a genuína, vai ter Chartreuse e algumas cervejas, talvez tenha mais um colega e vai ter um amigo. Aé, vou estar lá também.
Vai ser bom, mas também vai ser esquisito. Eu nunca gostei muito desses filmes que passam no natal.

"vai ter português quando eu cantar ao violão"

domingo, 29 de novembro de 2009

Hum

Ela vem e desliga o rádio.
Mas eu estava ouvindo, disse.
O rádio estava mudo...
Mesmo?

"em lugar nenhum... tem dias que a música simplesmente toca"

Shhh

Eu só venho aqui escrever para todos quando há algo a dizer pra mim mesmo.
E essa coisa de palavra vicia.


"shhh... fale baixo, o silêncio está me matando, não queira interrompê-lo"

sábado, 28 de novembro de 2009

Às horas



Vagando no oceano das horas o que sobra na gente é ilha repleta de sal. Sal nem só do mar, nem só da areia, sal de lágrima escorrendo no canto da boca.






"penso que a cores é melhor que preto e branco, exceto em Casablanca"

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Rapidinha


Foi bem rápido.
Ela disse eu faço chinês e você?
Eu poesia.
É não era bem o que eu esperava.
Nem você.



"eu não faço poesia porque isto é coisa de poeta, mas a falta de habilidade com pontuação está sempre me afastando da prosa"

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Manger

Reparei que por aqui não tem cachorro largado na rua, nunca vi um andando sozinho por aí.
Hoje tinha um cara dormindo embaixo do banco da estação de trem.
Uma criança dentro do trem olhou pra mim de cabeça meio baixa, estendeu um copinho com uma etiqueta 'manger' ... envergonhada por pedir, pedindo sem falar, uma única palavra no copinho para executar um pedido à prova de estrangeiros, independente de língua.
Não é como se eu nunca tivesse visto, mas o contraste foi estranho.
No copinho poderia estar escrito 'MERDA', não faz diferença.
Na sala ao lado do meu escritório alguém toma café falando de política, escutei dizer que a França sofre com imigração 'eles continuam vindo para cá trazendo problemas... será que é tão difícil mantê-los fora daqui?', será mesmo que por aqui não se aprende na escola de onde é que veio grande parte da grandeza da Europa?!


NÃO É A FOME QUE MATA
É O TEMPO DA FOME QUE NOS VAI MATANDO
É O SILÊNCIO NA DESCULPA, DOS OUTROS
É A PELE DISTANTE, DOS OUTROS
A OUTRA VIDA QUE NÃO NOS PERTENCE


NÃO É A FOME QUE (NOS) MATA
À DISTÂNCIA DO SOFRIMENTO, DOS OUTROS
SÃO OS OUTROS, AQUELES QUE CARREGAM A FOME
A NECESSIDADE, DOS OUTROS
AQUELES QUE SÃO, OS OUTROS COM FOME
PEDINDO
OUTROS
OUTRO
OUTR
OUT
OU,                          OS (OUTROS)
                                       (AQUILO DA FOME…)
  (Desenho de José Pádua e texto de Eduardo Nascimento)

'C'est la vie?'

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Defenestrar

Estava numa aula de francês quando a professora começa a aumentar o nosso vocabulário ensinando o nome dos objetos que nos rodeiam na sala.
De repente a professorinha diz 'Qu'est-ce que c'est la fenêtre?'... um sorriso me vem à face... sim é a janela!!!

Me ocorreu lembrar do verbo 'defenestrar' que, apesar de estranho, remete apenas ao 'ato de atirar algo ou alguém por uma janela', não que isso seja menos esquisito! Do latim 'fenestra', em português 'fenestra' em francês 'fenêtre'... nada mais, nada menos do que ela a janela. Surge então o verbo defenestrar.
Prática que já foi muito comum na França! A professora confirmou! Na época da Revolução Francesa os esportes favoritos dos franceses eram arrancar cabeças e atirar pessoas pela janela, dependia mais ou menos do nível cultural da vítima, dos assassinos e do acesso a uma guilhotina (elas estavam meio que sobrecarregadas naquele tempo!).
Quando o povo saiu nas ruas exigindo as leis e os direitos do homem e do cidadão a primeira coisa que pensaram foi 'livre acesso ao homicídio!'... por sorte com o tempo as coisas melhoraram (?), mas a palavra ficou e a má fama também.

'primeiro serás guilhotinado e então terás a cabeça defenestrada para divertimento da audiência'





Conclusão importantíssima...


"Meta-defenestração"

domingo, 27 de setembro de 2009

O início

Eu bati essa foto do ponto de ônibus onde espero de segunda à sexta o 09 que me leva para o trem.

Eu achei que esse era um bom jeito de explicar a motivação para este blog. Olhar pra isso por uns minutos nos leva a pensar em algumas coisas.
Claro que a falta de movimentação no meu recanto e os blogs bacanas de uns amigos meus também me deram um empurrão. Mas o recanto ainda fica lá, tem uma proposta diferente.
Aquela ali é Belledonne. Bela mesmo!
Agora para ser honesto ela não está mais branca; começa verde e termina cinza.

No início era o nada. E dele tudo isso apareceu.
Eu gosto do nada =)